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A mensagem de um nome!
(22 de Abril de 2005)
por D. José Policarpo, Cardeal Patriarca   


Bento XVI é o Pastor que Deus pôs à frente da Igreja.

Joseph Ratzinger era dos cardeais mais conhecidos. A exigente responsabilidade da missão que exerceu, à frente da Congregação da Doutrina da Fé, pô-lo no centro de todas as questões vivas da criatividade teológica, sempre à busca da síntese entre a fé da Igreja e as culturas e problemas do mundo contemporâneo. Nessa missão, soube conciliar a abertura dialogante com a firmeza na afirmação da fé da Igreja. Não foi poupado a apreciações críticas que, unilateralmente mediatizadas, tendiam a definir-lhe uma imagem.

A sua eleição põe à Igreja e ao mundo um dilema: vamos classificar um pontificado, apenas iniciado, a partir de uma imagem mediatizada, não completa e nem sempre exacta, ou vamos acolher a mudança, no início de um pontificado, que só o Espírito de Deus desenvolverá? Essa mudança fizemo-la comovidamente, nós os cardeais eleitores, naquele momento com que passámos de um acto eleitoral, em que ele era um de nós, para nos inclinarmos diante dele, com reverência e fé, prometendo-lhe fidelidade e obediência, porque ele era o Pastor que, através do nosso voto, Deus acabava de pôr à frente da sua Igreja.

A sua capacidade de nos surpreender, revelou-se logo no nome que escolheu: Bento. No dia da morte de João Paulo II tinha estado em Subiaco, santuário de S. Bento, padroeiro e grande evangelizador da Europa. Na grande crise de civilização que se seguiu à queda do Império Romano, a Igreja mostrou que, em termos de evangelização da Europa, é sempre possível começar de novo, porque Jesus Cristo encerra uma esperança que acaba por traçar o sentido último da vida e da civilização. E a vontade de desenvolver a dimensão missionária da Igreja é um traço histórico do pontificado de Bento XV, no início do século XX, que inspirou a escolha deste nome.

O desafio da Evangelização! É, certamente, o contributo decisivo da Igreja para o futuro da história da humanidade. Na sua primeira homilia, no dia a seguir à sua eleição, o novo Papa traçou decididamente o caminho a percorrer, nestes novos tempos de missão: aprofundamento do Concílio Vaticano II; unidade dos cristãos, caminho a percorrer porventura com “gestos concretos que penetrem nos espíritos e movam as consciências”; diálogo inter-religioso e inter-cultural; colaboração com quantos conduzem os destinos do mundo, na busca da paz e da edificação de um mundo de rosto humano; predilecta atenção dedicada aos jovens; sempre fortalecido pela presença de Cristo vivo na Sua Igreja, que a conduz com a força do Espírito. Bento XVI deixa escancaradas todas as portas abertas por João Paulo II, dizendo ao mundo que a Igreja existe para bem da humanidade.

S. Bento, padroeiro da Europa e a inspiração nesse grande Papa que foi Bento XV, levaram o novo Pontífice a escolher um nome que significa um projecto de Igreja, servidora do homem e mestra da humanidade, porque sacramento de Jesus Cristo.


† José, Cardeal Patriarca

 

 

 
 

 

 

 

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