- Hoje é
 
 
   Home | Quem somos | Actividades | Contactos | Destaques | Recursos
Documentos
Visitas | Links | Busca
 
 
Deus é Amor!          Aquele que ama conhece a Deus!               Aquele que ama permanece em Deus!          
 :: O dom da Vida
 :: Namoro
 :: Preparar o casamento: CPM
 :: Celebrar o matrimónio
 :: Crescer em família
 :: Rezar em família
 :: Catequese em família
 :: A educação dos filhos
 :: Aconselhamento Familiar
 :: Planeamento familiar natural
 :: Como posso ajudar?
 :: Movimentos Pastoral Familiar
 :: Boletins Informativos
 
NOTÍCIAS
 
Vigília de Oração pela Vida

Pe Duarte da Cunha, 25 de Novembro de 2010

A proposta foi lançada pelo Papa em Junho deste ano, anunciando que, na véspera do primeiro Domingo do Advento, se propunha a dedicar um tempo de oração pela Vida nascente. O Papa convidou toda a Igreja, as dioceses, mas também as paróquias, as comunidades religiosas, os movimentos e grupos a unirem-se a ele nesta Vigília de Oração. Recordar as crianças que estão por nascer mas já foram concebidas tem as duas notas típicas do Advento: a esperança na vinda de Deus – de que cada criança desde o momento da concepção é um sinal – e o apelo de Deus a que todos assumam a responsabilidade de promover e defender a vida em todas as suas fases.

A Europa atravessa actualmente, como todo o mundo ocidental, uma trágica crise demográfica. Aquilo que muitos já chamam o inverno demográfico pode ter várias razões: o medo do futuro, a falta de esperança, o cansaço, o materialismo, o egoísmo, a falta de comoção perante uma vida humana, a banalização da contracepção e a liberalização do aborto, a ausência de políticas de apoio à família e à natalidade, o aumento do custo de vida. Mas é um facto que entre os católicos praticantes (e não é por estes serem mais ricos) há mais filhos do que a média. Isto mostra como muito depende da nossa confiança em Deus e da força do amor que vem de Deus e que nos leva a ser solidários e a ajudar-nos uns aos outros.

São já muitos os países da Europa que aderiram à iniciativa do Papa e se unem ao Papa não apenas para reforçar o alerta para a situação grave em que nos encontramos com falta de crianças, mas também para proclamar bem alto a esperança e a confiança em Deus. A necessidade de defender a vida humana desde a concepção é sentida hoje em todos os países da Europa e do mundo. A legislação que tende a ser cada vez mais permissiva e a deixar as crianças desprotegidas e as mães abandonadas a si mesmas é algo que, infelizmente, ainda está em fase de expansão. É estranho que na Europa se gaste mais dinheiro a fazer abortos do que a ajudar quem quer ter filhos e as instituições de apoio à vida.

A iniciativa do Papa, por isso, é um apelo, que interessa todos os países. O Papa não quer que ninguém que acredita no valor da vida humana desista e sabe que esta é hoje uma grande tentação. Alguns políticos, mesmo dizendo-se católicos, como acontece em Portugal, têm desistido de lutar pela defesa da vida considerando irrevogável o caminho feito na liberalização do aborto e que o problema agora é a crise económica. Não se pense, no entanto, que será resolvendo a crise económica que se passará a ter mais filhos. Será, antes pelo contrário, o amor à vida e a promoção da verdadeira família que gerará mais solidariedade e confiança para mudar a situação económica.

Os cristãos, não só os católicos, mas também de outras confissões, nomeadamente os ortodoxos (alguns dos quais já aderiram à proposta de oração do Papa), embora não sejam os únicos a defender a vida, têm uma responsabilidade particular. Por um lado, têm a consciência do valor da vida nascente, e sentem o dever de promover a natalidade e a família (a começar pela sua própria), por outro lado, sabem que estão diante de uma luta que é maior do que as nossas forças e que sem a graça de Deus acabam por esmorecer.

Quando aumentam os perigos para a vida nascente os cristãos de toda a Europa devem, necessariamente mostrar que não desistem. Talvez este seja um do mais importantes objectivos do Papa: manter viva a consciência de que há algo de errado num mundo que despreza o direito a nascer, e, por outro lado, manter viva a chama do amor à vida e continuar a anunciar a todos o amor de Deus que nos faz amar a vida de todos e cada um dos homens. A oração, deste modo é entendida como acto de confiança em Deus, mas também ocasião para nos colocarmos em acção, protegendo mulheres e crianças, e promovendo políticas justas que defendam a vida, sobretudo a mais vulnerável.
 

 

 

©Copyright - Secretariado Diocesano da Pastoral Familiar, 2004