- Hoje é
 
 
   Home | Quem somos | Actividades | Contactos | Destaques | Recursos
Documentos
Visitas | Links | Busca
 
 
Deus é Amor!          Aquele que ama conhece a Deus!               Aquele que ama permanece em Deus!          
 :: O dom da Vida
 :: Namoro
 :: Preparar o casamento: CPM
 :: Celebrar o matrimónio
 :: Crescer em família
 :: Rezar em família
 :: Catequese em família
 :: A educação dos filhos
 :: Aconselhamento Familiar
 :: Planeamento familiar natural
 :: Como posso ajudar?
 :: Movimentos Pastoral Familiar
 :: Boletins Informativos
 
NOTÍCIAS
 
O que o Papa realmente diz sobre o preservativo?

In Luz do Mundo –
O Papa, a Igreja e os Sinais dos Tempos – Uma conversa de Bento XVI  com Peter Seewald


Peter Seewald:
Em África, Vossa Santidade afirmou que a doutrina tradicional da Igreja tinha revelado ser o caminho mais seguro para conter a propagação da SIDA. Os críticos, provenientes também da Igreja, dizem, pelo contrário, que é uma loucura proibir a utilização de preservativos a uma população ameaçada pela SIDA.

Bento XVI:
Em termos jornalísticos, a viagem a África foi totalmente ofuscada por uma única frase.
Perguntaram-me porque é que, no domínio da SIDA, a Igreja Católica assume uma posição irrealista e sem efeito – uma pergunta que considerei realmente provocatória, porque a Igreja Católica faz mais do que todos os outros.
E mantenho o que disse. Faz mais porque é a única instituição que está muito próxima e muito concretamente junto das pessoas, agindo preventivamente, educando, ajudando, aconselhando, acompanhando. Faz mais porque trata como mais ninguém tantos doentes com SIDA e, em especial, crianças doentes com SIDA. Pude visitar uma dessas unidades hospitalares e falar com os doentes.
Essa foi a verdadeira resposta: a Igreja faz mais do que os outros porque não se limita a falar da tribuna que é o jornal, mas ajuda as irmãs e os irmãos no terreno.
Não tinha, nesse contexto, dado a minha opinião em geral quanto à questão dos preservativos, mas apenas dito – e foi isso que provocou um grande escândalo – que não se pode resolver o problema da SIDA com a distribuição de preservativos. É preciso fazer muito mais. Temos de estar próximos das pessoas, orientá-las, ajudá-las; e isso quer antes, quer depois de uma doença.
Efectivamente, acontece que, onde quer que alguém queira obter preservativos, estes existem.
Só que isso, por si só, não resolve o problema da SIDA. Tem de se fazer mais.
Desenvolveu-se entretanto, precisamente no domínio secular, a chamada teoria ABC, que defende “Abstinence – Be faithful – Condom” (“Abstinência – Fidelidade – Preservativo”), sendo que o preservativo só deve ser entendido como uma alternativa quando os outros dois não resultam.
Ou seja, a mera fixação no preservativo significa uma banalização da sexualidade, e é precisamente esse o motivo perigoso pelo qual
tantas pessoas já não encontram na sexualidade a expressão do seu amor, mas antes e apenas uma espécie de droga que administram a si próprias.
É por isso que o combate contra a banalização da sexualidade também faz parte da luta para que esta seja valorizada positivamente e o seu efeito positivo se possa desenvolver no todo do ser pessoa.
Nalguns casos individuais, por exemplo quando um prostituto usa o preservativo, talvez esse gesto possa ser um primeiro passo para a moralização, uma forma de começar a assumir a responsabilidade, no caminho de voltar a ter a consciência de que nem tudo é permitido e de que não se pode fazer tudo o que se quer.

O preservativo não é, contudo, a forma apropriada para controlar o mal causado pela infecção por VIH. A forma adequada tem, realmente, de passar pela humanização da sexualidade.

Peter Seewald:
Quer isso dizer que, em princípio, a Igreja Católica não é contra a utilização de preservativos?

Bento XVI:
É evidente que a Igreja Católica não considera a utilização de preservativos uma solução verdadeira ou moral. Mas, num ou noutro caso, pode haver na intenção de diminuir o risco de contágio um primeiro passo na direcção de um outro modo, mais humano, de viver a sexualidade.

 

Leia também a Nota da Congregação para a Doutrina da Fé

 

 

 

©Copyright - Secretariado Diocesano da Pastoral da Família, 2004