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NOTÍCIAS
 
Conferência de Doha reafirma a importância da Família

Qatar, 29-30 de Novembro de 2004

A defesa da família uniu políticos, cientistas e representantes Cristãos, Muçulmanos e Judeus na Conferência Internacional de Doha (Qatar), que ontem apresentou as suas conclusões.

O documento final do encontro, a “Declaração de Doha”, sublinha que “a família é a célula natural e essencial da sociedade”, pedindo-se aos governantes que “promulguem e apliquem políticas que reforcem a estabilidade do casamento”.

O evento, no qual participaram 1.500 convidados - entre membros de organizações governamentais e não governamentais, especialistas, académicos e autoridades civis e religiosas -, foi organizado por Moza Bint Nasser Al-Missned, esposa do emir de Qatar, fundadora e presidente do Supremo Conselho de Qatar para os assuntos familiares.

A “Declaração de Doha” frisa a importância de “atender às normas religiosas e morais que contribuem para a estabilidade cultural e o progresso social”.

Em representação da Santa Sé marcou presença o Cardeal Alfonso López Trujillo, Presidente do Conselho Pontifício para a Família, que proferiu uma conferência sobre “A complementaridade do homem e da mulher: aproveitar os talentos de mães e pais”.O Cardeal afirmou que a família é uma Instituição anterior ao Estado, defendendo que “nenhum governo tem o direito de mudar a definição de família ou de matrimónio”.

“Em todas as culturas e religiões há uma verdade presente: a família está baseada no matrimónio, o único lugar válido e apropriado para o amor conjugal”, apontou.

«A relação amorosa entre o “tu” e o “eu”, mediante a procriação, transforma-se em “nós”, uma família», sublinhou.

«Os papeis de mãe e pai são complementares e inseparáveis; pressupõe que se estabeleçam relações interpessoais específicas entre pais e filhos», indicou.

«A família, é uma sociedade natural, anterior ao Estado, a qualquer organização política ou instituição jurídica. Por isso, a originalidade e identidade da família baseada no matrimónio devem ser reconhecidas pelas autoridades políticas», indicou.

«Preocupa-nos a desvalorização do papel da maternidade nas nossas sociedades», e, ao mesmo tempo, pediu que as políticas familiares tenham mais sensibilidade pelo «papel do pai na tarefa educacional da família».

«A protecção da família por parte do Estado coincide com os interesses reais de uns e outros -lembrou. A família é o primeiro lugar onde se forma a todos os níveis o capital humano: ou seja, o recurso maravilhoso que supõe uma pessoa educada com sentido de responsabilidade e, ao mesmo tempo, um trabalho bem feito».

«A primeira estrutura fundamental a favor da “ecologia humana” é a família, em cujo seio o homem recebe as primeiras noções sobre a verdade e o bem», concluiu.


A Conferência de Doha, que comemora o décimo aniversário do Primeiro Ano Internacional da Família, reflectiu sobre o parágrafo 3 do artigo 16 da Declaração Universal dos Direitos Humanos, onde se lê: “a família é o elemento natural e fundamental da sociedade e tem direito à protecção da sociedade e do Estado”.
 


 

 

 

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