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NOTÍCIA
 
O equilíbrio entre o trabalho e a família

Comunicado a propósito do DIA INTERNACIONAL DA FAMÍLIA
SDPF
15/05/2012

Criado em 1994 por proposta da Organização das Nações Unidas (ONU), o «Dia Internacional da Família» é uma forma de reconhecer o papel da família no seio da sociedade e de promover a adoção de medidas, quer a nível nacional quer internacional, com o propósito de melhorar a situação da instituição familiar. A par destes objetivos, o dia visa reforçar a mensagem de união, amor, respeito e compreensão necessárias para o bom relacionamento de todos os elementos que compõem a família.

Neste ano de 2012, o slogan do «Dia Internacional da Família» é Assegurar o equilíbrio entre o trabalho e a família.

Num momento deveras difícil para a sociedade portuguesa, este tema assume especial acuidade. Como conciliar adequadamente o trabalho e a família quando dia a dia aumenta drasticamente o número de maridos e mulheres (ou mesmo de casais) desempregados?

E se olharmos para os mais jovens, como poderão eles pensar constituir família quando a falta de saídas profissionais assume contornos inimagináveis?

Se formos um pouco mais positivos, mas reais, como será possível assegurar esta tensão harmoniosa entre o trabalho e a família quando o trabalho é precário e, quantas vezes, distante do local de residência? Como equilibrar a família quando um dos cônjuges é obrigado a emigrar? E mesmo que emigre toda a família, quantos escolhos não surgem nos primeiros tempos, que condicionam as relações entre os entes familiares?

Se a este quadro sombrio acrescentarmos políticas públicas e fiscais nada favoráveis à constituição (e manutenção) de famílias, ou leis que promovem uma cultura de morte (quando a nossa taxa de natalidade é reduzidíssima), defrontamo-nos com um panorama pouco animador no que respeita à célula base da sociedade.

Mas os tempos de crise são tempos de oportunidades, são tempos de esperança. É possível alterarmos este cenário pessimista e depressivo. Talvez com outras medidas de apoio a casais novos. Talvez com uma política diferente de arrendamento, de empréstimos, de benefícios fiscais. Talvez com maiores incentivos ao empreendedorismo. Talvez com maior apoio à maternidade. Talvez com uma educação, desde tenra idade, que valorize o trabalho, o esforço, a exigência, a autonomia e a responsabilidade, o consumo moderado, o sentido das coisas simples e dos pequenos gestos. Talvez com uma educação assente no amor, na compreensão, no respeito pelas diferenças, no perdão, na verdade, na fidelidade, no compromisso.

Nesta aldeia global, onde o nosso país pouco mais é do que “um jardim à beira mar plantado”, urge rever as relações entre as nações, reeducar (e acalmar) os mercados, reorganizar o tecido económico, valorizar o trabalho e os tempos de lazer, exaltar a pessoa humana, promover a vida em todas as circunstâncias, desde o nascimento até à morte natural.

A esperança leva-nos a acreditar que é possível termos um presente e futuro diferentes, com uma nova ordem social, política, económica e financeira e, principalmente, uma atitude diferente perante a vida. Ganhará a instituição familiar, ganharão os seus membros, ganhará a sociedade.

Não baixemos, pois, os braços, porque a família merece todo o nosso empenho!  

 

 

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