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Bento XVI: «Humanae Vitae» é grande «sim» à beleza do amor
 

Pergunta «por que o mundo não entende» a mensagem da Igreja sobre o amor humano?

«Quarenta anos após a publicação da Humanae Vitae, podemos entender melhor quão decisiva é esta luz para compreender o grande ‘sim’ que o amor conjugal implica», afirma o Papa Bento XVI, em uma mensagem divulgada nesta sexta-feira pela Santa Sé. O Papa se dirige aos participantes do Congresso Internacional «Humanae Vitae: Atualidade e profecia de uma encíclica», que acontece nos dias 3 e 4, na Universidade Católica do Sagrado Coração de Roma, organizado pelo Instituto Pontifício «João Paulo II» para os Estudos sobre o Matrimônio e a Família.

Em sua mensagem, o bispo de Roma se centra na importância que continua tendo a mensagem central da Humanae Vitae hoje, ao tratar da questão do amor conjugal como dom «sem reservas» dos esposos, e da vida humana como «dom de Deus» e «objetivo do projeto humano». «A possibilidade de gerar uma nova vida humana está inclusive na doação integral dos cônjuges – explica Bento XVI. Assim não só se assemelha, mas participa do amor de Deus, que quer comunicar-se chamando as pessoas humanas à vida.» «Excluir esta dimensão comunicativa mediante uma ação dirigida a impedir a procriação significa negar a verdade íntima do amor esponsal, com a qual se comunica o dom divino», acrescenta.

Precisamente daí nasce a necessidade, afirma o Papa, de «reconhecer limites insuperáveis à possibilidade de domínio do homem sobre seu próprio corpo», para evitar que o filho «se converta em um instrumento sujeito ao arbítrio dos homens». «Este é o núcleo essencial do ensinamento que meu venerado predecessor Paulo VI dirigiu aos cônjuges, e que o Servo de Deus João Paulo II reafirmou em muitas ocasiões, iluminando seu fundamento moral e antropológico», comenta o Papa. «A esta luz, os filhos já não são o objetivo de um projeto humano, mas reconhecidos como um autêntico dom a ser acolhido, com atitude de generosidade responsável diante de Deus, fonte primeira da vida humana.»

«Este grande ‘sim’ à beleza do amor comporta certamente a gratidão, tanto dos pais ao receber o dom de um filho, como do próprio filho ao saber que sua vida tem origem em um amor tão grande e acolhedor», explica. Por outro lado, o Papa recorda que o recurso aos métodos naturais permite ao casal «administrar tudo que o Criador sabiamente inscreveu na natureza humana, sem perturbar o significado íntegro da doação sexual». A respeito disso, o Papa pergunta «como é possível que hoje o mundo, e também muitos fiéis, encontrem tanta dificuldade em compreender a mensagem da Igreja, que ilustra e defende a beleza do amor conjugal em sua manifestação natural?».

«A solução técnica, também nas grandes questões humanas, parece ser com freqüência a mais fácil, mas na realidade esconde a questão de fundo, que se refere ao sentido da sexualidade humana e à necessidade de um domínio responsável, para que seu exercício possa chegar a ser expressão de amor pessoal», afirma. «A técnica não pode substituir o amadurecimento da liberdade, quando está em jogo o amor.» Neste sentido, o Papa explica que a Igreja defende o recurso aos métodos naturais de planejamento familiar como mais conformes com a dignidade humana, pois requerem «uma maturidade no amor, que não é imediata, mas que precisa de um diálogo e de uma escuta recíprocas e um singular domínio do impulso sexual em um caminho de crescimento na virtude».

«Só os olhos do coração chegam a captar as exigências próprias de um grande amor, capaz de abraçar a totalidade do ser humano», acrescenta o pontífice. Dirige-se também aos responsáveis da pastoral matrimonial e familiar e lhes pede que saibam «orientar os casais a atenderem com o coração o projeto maravilhoso que Deus inscreveu no corpo humano, ajudando-os a acolher tudo o que comporta um autêntico caminho de amadurecimento».

O Papa agradece e alenta, por último, as pesquisas que se estão levando a cabo sobre os ritmos naturais da fertilidade e sobre a forma de combater naturalmente a esterilidade, realizadas na Universidade Católica do «Sacro Cuore», através do Instituto Internacional (ISI) Paulo VI. «Os homens de ciência devem ser animados a prosseguir em suas pesquisas, com o fim de prever as causas da esterilidade e poder remediá-las, de modo que os casais estéreis possam chegar a procriar no respeito de sua dignidade pessoal e a do nascituro», conclui.

 

 

 

 

 

 

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